Wel Tavares - Pé de Chinelo
Geral

Em um belo domingo de sol, enquanto eu comprava grilos

Em um belo domingo, depois de comprar grilos para meus gerbos…

Qual é!? Você nunca foi comprar grilos de um criador de insetos para dar como alimento vivo ao seu bicho de estimação?

Pois é, até então eu não havia passado por esta situação e confesso que se não tivesse os meus pequenos amiguinhos jamais teria mais estes motivo para rir. Vamos do começo então…

Desde setembro de 2016 sou criador de gerbos (esquilos da mongólia ou gerbil, como são conhecidos). São roedores bem dóceis, curiosos, limpos e ativos. Gostei tanto da aquisição que resolvi até criar um blog contando as aventuras, descobertas e claro, juntar mais admiradores.

Estudei um bocado sobre eles, já que nas casas onde cresci sempre tinham cães, gatos, pássaros, mas não roedores. Eu tinha muito a aprender. Entre os textos e vídeos que encontrei me deparei com os que falavam de alimento vivo para os gerbos: os insetos.

Minha mente inquieta ficou fascinada por pensar na brincadeira dos grilos fugindo no terrário e os gerbos os perseguindo.

Mente inquieta e uma vontade louca de realizar as loucas invenções = comprei grilos!

Há quem crie insetos e os venda para criadores de répteis, aves e outros animais exóticos. Mundo incrível este!

Em um belo domingo de sol fui até o vendedor, em um bairro de São Paulo mesmo, que me entregou minha compra exótica em um potinho com furos para que eles sobrevivessem ao trajeto. Eu comprei 50 e ele me alertou que chegariam por volta de 48 ou 47. Grilos são muito canibais e sem motivo algum devoram seus semelhantes… Confesso que parei por alguns instantes e relacionei grilos-humanos… quem afinal seria mais canibal?

Com o pote na mão, peguei o ônibus e entrei na estação de metrô. Estava muito quente em São Paulo. Mas assim, calor em São Paulo é coisa que castiga. Não tem vento, não tem umidade, só calor mesmo! Enquanto esperava o metrô fiquei pensando qual seria o melhor trajeto até minha casa. Por onde eu andariam menos e essa viagem toda. O metrô chegou, eu entrei e algumas pessoas, apressadas para pegar os lugar restantes pisaram no meu chinelo. Eu só o senti soltar do meu pé e voar pelos ares, caindo rapidamente no vão entre o trem e plataforma!

Eu não consegui pensar em palavras de xingamento ou em maldizer quem havia pisado no meu chinelo eu só  imaginava alguém me olhando, com um chinelo só e perguntando, o que você tem na sacola?

Sai do metrô e fui à Sala de Supervisão Operacional e falei para a colaboradora do Metrô: “Moça, meu chinelo caiu na via“.

Ela olhou para mim, olhou para o meu pé e revirou os olhos. Pelo que entendo de gente essa revirada de olho foi para não sair rolando de rir da MINHA cara na MINHA cara (eu teria feito exatamente isso). Ela chamou o supervisor da estação, que foi até a via e me disse:

“O seu chinelo não está visível, vamos ter que pegar durante a noite.”

Minha imaginação voou… Compro um chinelo até chegar em casa? Mas será que vão me deixar entrar em algum loja assim? Melhor seguir de Metrô? Não, são 10 minutos de caminhada até em casa. Se for de ônibus será que o motorista sequer vai parar para mim?

Enquanto eu me destruiu em opções e imaginação o supervisor me disse que me emprestaria um chinelo para eu chegar até em casa.

Subi novamente com ele à SSO e ele me emprestou um chinelo. Era número 40 (eu calço 42), mas ao menos consegui chegar em casa.

Como a vida não é conto de fadas, apenas um dos meus quatro animais curtiu comer a comida exótica (ao menos um!)

 

Abraço e até breve!

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